Raimundo Varela anuncia apoio a Walter Pinheiro

Do ATarde Online
Por Aguirre Peixoto e Lília de Souza

O radialista Raimundo Varela (PRB) – depois de reunião durante a manhã com o governador Jaques Wagner e Walter Pinheiro, na Governadoria – formalizou, na tarde desta sexta-feira, 10, em entrevista coletiva, seu apoio ao candidato petista a prefeito de Salvador. Chegou a dizer que se desfiliará se o seu partido não caminhar junto com ele: “Eu me desfilio e vou para o PT”. À noite, o PRB anunciou que oficializa, neste sábado, 11, o apoio ao candidato do PT.

Varela explicou que consultou a direção nacional do PRB e recebeu carta branca para se definir pelo petista. O anúncio foi feito no Hotel Fiesta, com a presença de Pinheiro e da candidata a vice Lídice da Mata (PSB).

Na quinta-feira, Varela se reuniu em sua casa com Pinheiro, Lídice e o deputado Nelson Pelegrino (PT). Em entrevista exclusiva a A TARDE, o radialista insinuou interesse por uma candidatura à Câmara dos Deputados em 2010. “Precisa de uma equipe melhor para brigar pela Bahia em Brasília”, disse. Entre seus projetos, disse que quer fazer mudanças no Código Penal Brasileiro e na Lei de Transplantes do Brasil.

Para uma eventual tentativa de chegada à Câmara Federal, Varela afirmou ser necessário um partido “com maior musculatura eleitoral”. “O PRB está crescendo, já temos 20 mil filiados em Salvador, mas fazer dele um partido grande demanda muito tempo, e eu não tenho mais tempo. Claro que, se eu quiser ser candidato em 2010, eu tenho que ir para um partido maior”, declarou. O radialista não se candidatou a prefeito neste ano devido à falta de alianças e ao exíguo tempo de horário eleitoral gratuito do PRB. Continue lendo

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Wagner propõe membros do Executivo fora do 2ºturno

Do Terra Magazine
Por Bob Fernandes

"Ou apenas os candidatos e seus partidos conduzem as campanhas e os vários niveis do Executivo, os representantes do Executivo, não sobem no palanque, ou sobe todo mundo"

Jaques Wagner:

Na política nada é impossível e não existe o impensável. Alguém imaginaria o presidente Lula e o governador da Bahia, Jaques Wagner, torcendo para que o deputado ACM Neto fosse para o segundo turno? ACM Neto, aquele que bradava e espumava nas CPIs pré-2006 e que ameaçou “bater” no presidente da República. ACM, o deputado a quem Lula chamou de “o naniquinho”. Pois é, Lula e Wagner jamais dirão isso de público, negarão se preciso for, mas certamente torceram para que ontem o adversário, herdeiro do carlismo, chegasse ao segundo turno.

ACM Neto ficou para trás e o candidato do PT, Walter Pinheiro (30,06%), enfrentará o atual prefeito, João Henrique, do PMDB (30,97%). A derrota de ACM Neto e a vitória do João Henrique criam uma problemaço. Para Wagner, e para Lula.

Onde se lê João Henrique, leia-se Geddel Vieira Lima, ministro da Integração Nacional, do PMDB, da base de sustentação do governo Lula e também do governo Jaques Wagner. E agora, como será?

A Bahia viverá, como d’hábito, uma guerra. Como evitar que as batalhas do segundo turno soteropolitano estraçalhem a aliança no plano regional e infeccionem a dobradinha nacional PT-PMDB com a qual Lula trabalha para 2010?

Mal cerradas as urnas, ainda em meio às comemorações pelo feito de ver chegar ao segundo turno um candidato, Pinheiro, que deu a largada com 3% das intenções de voto e também por outros bons resultados no Estado, o governador Jaques Wagner propõe:

(…) Ou apenas os candidatos e seus partidos conduzem as campanhas e os vários níveis do Executivo, os representantes do Executivo, não sobem no palanque, ou sobe todo mundo. (…) Ou ficamos todos nós de fora ou entrarão todos, e não apenas eu e o ministro Geddel. Ou não entrariam na campanha nem o governador nem o ministro, ou entraríamos todos…

Nos casos onde PT e PMDB disputam, o que faria o presidente Lula?

Proposta de Jaques Wagner:

Ele não entra, mas, independente disso, se optar por manter sua base mais distante dos palanques, deve dizer aos ministros que também não entrem. Aí não entraria ninguém, só os candidatos e os partidos.

A seguir, os principais trechos da conversa com o governador da Bahia. Continue lendo

Resultado das eleições em Salvador

Por Franco Adailton – o Francolino

Agora está confirmado. Com 99,93% das urnas apuradas, João Henrique (PMDB) e Walter Pinheiro (PT) irão disputar o segundo turno. Em uma das eleições mais disputadas do país, a mais acirrada em Salvador, desde a redemocratização, o prefeito, que disputa a reeleição, ficou com 30,96% dos votos. Em segundo lugar, vem o candidato petista, com 30,06%.

ACM Neto, que liderou o pleito durante quase toda a campanha, de acordo com pesquisas do Ibope, ficou em terceiro lugar, com 26,68%. Números que, segundo dizem os especialistas, está dentro da percentual de votos do reduto carlista. O ex-pefelista Antônio Imbasahy, hoje PSDB, obteve 8,3%. Enquanto Hilton Coelho, do PSOL, arrematou 4% dos votos.

A campanha promete mais surpresas para o segundo turno, uma vez que ambos partidos fazem parte da base aliada do governo Lula e Wagner. Como os derrotados, historica e ideologicamente, não têm tradição de apoiar o PT, e pelo fato do PSOL fazer parte dos dissidentes, resta saber como se formarão as alianças em torno dos possíveis apoios aos candidatos.

Ironia do destino: Jornal da família Magalhães anuncia derrocada do carlismo

Por Franco Adailton – o Francolino

Dois anos depois da primeira grande derrota do carlismo, quando Jacques Wagner, com uma vitória acachapante, derrotou o candidato do então PFL, Paulo Souto, ao governo do estado, e um ano após a morte do senador Antônio Carlos Magalhães, a família, que é dona da Rede Bahia, vê o neto homônimo e último herdeiro político do avô ser derrotado ao pleito eleitoral de Salvador.

Ironia do destino, jornal da familia Magalhães anuncia tragédia carlista
Ironia do destino, jornal da família Magalhães anuncia tragédia carlista

Veja a matéria de capa do site do Jornal Correio da Bahia.

Brasil, Eleições 2008: Site do TSE congestionado

Por Franco Adailton – o Francolino

Macacos me mordam! Se, a essa hora (19:32), os sites do Tribunal Superior Eleitoral e Tribunal Regional Eleitoral da Bahia estão intrafegáveis, como os jornais sabem o resultado?

Site do Tribunal Superior Eleitoral congestionado

Site do Tribunal Superior Eleitoral congestionado

Da Globo News
Em Cima da Hora

Disputa equilibrada para prefeito de Salvador
Domingo, 05/10/2008

Na capital baiana, já foram apurados 49,32% dos votos válidos e a disputa é acirrada. O candidato Walter Pinheiro, do PT, lidera com 30,09%. João Henrique Carneiro, do PMDB, vem em segundo, com 30,01.

João Henrique lidera pesquisa Datafolha; Ibope dá empate entre três candidatos

Do ATarde On Line

Por Lucas Cunha
Sábado, 04 de setembro de 2008

Duas novas pesquisas sobre a corrida eleitoral para a prefeitura de Salvador foram divulgadas no início da noite deste sábado (4), véspera do dia das eleições. Segundo a pesquisa do Datafolha, veiculada na edição de domingo do jornal Folha de S. Paulo que já circula na capital paulista, o candidato a reeleição João Henrique (PMDB) aparece em primeiro lugar com 33% das intenções de voto, cinco pontos à frente do candidato ACM Neto (DEM), com 27%. Pinheiro (PT) aparece no terceiro lugar com 24%, empatado tecnicamente com ACM Neto, já que a margem de erro da pesquisa é de 2% para mais ou para menos.

Com esta margem de erro, o Datafolha indica que o candidato João Henrique já estaria no segundo turno, ficando a disputa para os candidatos ACM Neto e Pinheiro. O ex-prefeito Antonio Imbassahy aparece com 11%, enquanto Hilton Coelho tem 4% das intenções de voto. O Datafolha ouviu 1644 pessoas entre os dias 3 e 4 de outubro.

Já o IBOPE aponta os três candidatos ACM Neto (DEM), João Henrique (PMDB) e Walter Pinheiro (PT) empatados no primeiro lugar com 29% das intenções de voto. Já o ex-prefeito Antonio Imbassahy (PSDB) está com 9%, enquando o candidato Hilton Coelho (PSOL) aparece no último lugar com 4%. A pesquisa ouviu 805 eleitores, entre os dias 2 e 4 de outubro.

O Datafolha também fez pesquisa para o segundo turno, sempre considerando o candidato João Henrique já garantido na disputa. O atual prefeito de Salvador ganha nas duas pesquisas, com 51% contra 37% de ACM Neto, e 49% contra 37% de Pinheiro.

Salvador: campanha segue “embolada” na reta final

Do Terra Magazine

Por Vitor Hugo Soares
Sábado, 04 de outubro de 2008

O orixá das encruzilhadas, que bebe cachaça, fuma charuto e ri quando o

O escritor Jorge Amado conhecia as artes de Exu, orixá que anda aprontando na campanha eleitoral de Salvador

O escritor Jorge Amado conhecia as artes de Exu, orixá que anda aprontando na campanha eleitoral de Salvador

fogo incendeia a cidade, anda solto nesta campanha eleitoral para prefeito de Salvador. Evidências? Basta ver os resultados das recentes pesquisas eleitorais de dois conceituados institutos. Os índices divergentes saídos de fornos diferentes na Hora H mal escondem, na capital dos terreiros, o rabo e o tridente de Exu, uma das entidades mais interessantes e simbólicas do candomblé.

O Datafolha mostra três candidatos empatados em primeiro lugar (pela margem de erro), com chances praticamente iguais de passarem para o segundo turno, onde só cabem dois: João Henrique (PMDB), empurrado pelo ministro Geddel Vieira Lima, pontifica com 25%. ACM Neto (DEM), que carrega a tocha do carlismo sem o avô, exibe 24%, enquanto Walter Pinheiro (PT), “opção do coração” do governador Jaques Wagner, eleitor em Camaçari, tem 22%. No Ibope, Neto (28%) aparece disparado com oito pontos à frente de João e Pinheiro, com iguais 20% cada. A cara de Exu.

O falecido Jorge Amado, ungido dos saberes do candomblé desde jovem e conhecedor como poucos das artes de seu orixá de devoção, deve andar feliz onde quer que esteja em seu retiro espiritual. É bastante provável que o velho ateu comunista que entrava com intimidade nos terreiros para beijar as mãos das grandes sacerdotisas dos cultos afro-baianos – de mãe Senhora a Olga de Alaketu e Menininha do Gantois -, aproveite a invisibilidade para, debruçado na folhagem da mangueira do quintal da casa nas alturas do Rio Vermelho, ver melhor o que Exu anda aprontando lá embaixo.

Afinal, não há definição mais completa para a divindade da mitologia yoruba que trafega entre a vida e a morte, que a do próprio autor de “Tenda dos Milagres”. Segundo Amado, Exu come tudo que a boca come, bebe cachaça, é um cavalheiro andante e um menino reinador. Mais que isso, gosta de balbúrdia, é senhor dos caminhos, mensageiro dos deuses, correio dos orixás, um capeta.

“Por tudo isso sincretizaram-no com o diabo: em verdade ele é apenas um orixá do movimento, amigo de um bafafá, de uma confusão, mas, no fundo, uma excelente pessoa. De certa maneira, é o não onde só existe sim; o contra no meio do à favor; o intrépido e o invencível”, garantiu sempre Jorge Amado nas linhas preciosas da obra vasta que legou aos baianos e ao mundo. Mais que perfeita tradução para o que se ouve e se vê na cidade da Bahia destas últimas semanas.

Todos parecem tomados pela presença da popular divindade do candomblé. Dos candidatos a prefeito ou a uma vaga na mais antiga Câmara de Vereadores do Brasil, aos chefes e chefetes da política local e nacional, cabos eleitorais, marqueteiros, artistas, jornalistas. Além, é claro, dos aderentes papagaios de pirata e do “bêbado de comício”, o mais chato dos chatos da política, segundo Ulysses Guimarães.

Gente que faz e acontece ou simplesmente pulula como batráquio nesta complicada e histórica campanha eleitoral, encoberta por nuvens indecifráveis. Formações confusas, que ampliam dúvidas do eleitorado e produzem ataques de nervos freqüentes e generalizados. Foi assim, por exemplo, no último debate, promovido pela TV Bahia, sob mediação de Alexandre Garcia.

Veterano e escolado repórter e âncora da Rede Globo, o gaúcho parecia nervoso e diferente na quinta-feira baiana. Meio “fora do ar”, com ataques de “brancos de memória” que fizeram rir candidatos e assistentes, como se estivesse a quilômetros de distância dos estúdios do bairro da Federação, indiferente a um dos embates eleitorais mais ferrenhos na história recente da terceira capital do País. “Isso é coisa de Exu”, comentou um ouvinte com muitos anos de terreiros nos costados.

O orixá da balbúrdia aprontou também com os candidatos, começando por deixar meio zonzo João Henrique, ao embaralhar os papéis onde o prefeito, bombardeado por todos os lados, levava anotadas algumas perguntas para os adversários. Tirou do sério o tucano Imbassahy (quarto colocado nas duas últimas pesquisas), que desandou a levantar suspeitas e distribuir cacetadas a torto e a direito.

Como se não bastasse, tornou meio pessedistas e repetitivas a maioria das intervenções do impulsivo Neto, do DEM. Fez quase cochilar na bancada Walter Pinheiro, em geral atento e combativo petista. Para culminar, decidiu incorporar em Hilton Coelho, o surpreendente candidato do PSOL, pupilo aplicado da ex-senadora alagoana Heloisa Helena, que, como se sabe, não costuma livrar a cara “de senhor ninguém”, como dizem os soteropolitanos. Resultado: o debate, que alguns esperavam quente e decisivo, foi morno, confuso e terminou como antes de começar.

“Tudo embolado”, resumiu ontem o governador Jaques Wagner. Do jeito que Exu gosta!