Em nota, Sinjorba condena desrespeito ao exercício do jornalismo durante eleições

Do Sinjorba
Editorial

Sindicato repudia agressões e prisões, e exige respeito ao exercício profissional dos jornalistas

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia defende eleições democráticas, transparentes e dentro de um nível civilizado de respeito à livre escolha de todos os cidadãos, bem como o livre exercício profissional dos trabalhadores em comunicação.

Nesse sentido, repudia as agressões e prisões praticadas, ocorridas durante este 5 de outubro, que ferem estes princípios democráticos e tentam impedir a livre cobertura das eleições 2008, colocando os profissionais em situação de medo e ameaça para exercerem livremente seu trabalho.

Episódios como os registrados nas cidades de São Francisco do Conde, Barreiras e Salvador, onde jornalistas no exercício profissional sofreram ameaças, agressões e chegaram a ser detidos pelas Polícias Civil e Militar do Estado da Bahia, depõem contra as liberdades democráticas, ferem e mancham a bela festa da democracia e merecem, ao nosso ver, uma manifestação contundente do Governo do Estado na apuração rigorosa dos fatos que envolvem a participação de policiais, para dissipar quaisquer dúvidas sobre sua vocação democrática, diversas vezes comprovada ao povo baiano.

Infelizmente, nem todos têm educação ou informação suficientes para saber diferenciar os interesses dos donos da mídia do trabalho profissional dos jornalistas.

Os partidos políticos e os candidatos envolvidos nas agressões, assim como os agentes do Poder Público não têm direito a essa ignorância. Eles têm a obrigação de zelar pelo respeito aos jornalistas profissionais, pela liberdade de opinião e pelos princípios do Estado Democrático de Direito.

A Diretoria do Sinjorba

Senado abre concurso para jornalistas

Da Redação UOL

Estão abertas as incrições para o concurso com 150 vagas no Senado Federal, de nível médio e superior. O candidato tem de se inscrever no site da Fundação Getulio Vargas, organizadora da seleção, até as 23h59 do dia 10 de outubro (horário oficial de Brasília). O Senado havia divulgado anteriormente que o prazo começaria apenas no dia 20.

As taxas de inscrição são de R$ 50 (nível médio) — e não R$ 60, conforme anunciado antes — e R$ 80 (superior). Veja aqui como pedir isenção do pagamento dessa taxa.

Segundo o presidente da Comissão Especial do Concurso, José Alexandre Lima Gazineo, que é diretor-geral adjunto do Senado, os dados divulgados anteriormente foram alterados para adequar o edital às necessidades do mercado e beneficiar os candidatos na realização das provas.

Cargos

O processo seletivo teve cinco editais publicados: cada um para uma área de atuação. O primeiro é para os cargos de nível superior de analista legislativo e de nível médio de técnico legislativo.

Para analista, na área apoio técnico ao processo legislativo (formação em qualquer área) são 25 vagas (duas reservadas pra portadores de deficiências). No setor de apoio técnico-administrativo, há postos para as áreas de administração (nove e uma vaga, respectivamente); arquitetura (uma); arquivologia (duas e uma); biblioteconomia (uma e uma), contabilidade (duas e uma), engenharia civil (uma), engenharia elétrica (uma), engenharia mecânica (uma), medicina (uma) e tradução e interpretação (uma e uma). O salário é de R$ 9.580,50.

Para técnico, na área de processo legislativo, são dez vagas (uma reservada); O mesmo número vale para o campo de apoio técnico-administrativo. O salário é de R$ 6.722,68.

O segundo edital é para os postos de consultor de orçamentos (qualquer curso superior) e advogado. O primeiro tem duas vagas (uma para portadores de deficiências) e salário de R$ 13.879,95 — a maior remuneração de todo o concurso e superior ao valor anunciado anteriormente pelo Senado. O segundo tem oito postos (um reservado) e salário de R$ 12.677,28.

O terceiro edital é para a técnico legislativo (ensino médio), na área de Polícia Legislativa. São oferecidas duas vagas, com salário de R$ 6.722,68.

Comunicação

O quarto é para a área de comunicação social. Para analista (nível superior), que tem salário de R$ 12.264,48, as áreas são: produção executiva (com registro profissional; um posto), relações públicas (uma vaga de ampla concorrência e uma reservada), editor de tv (formado em jornalismo, com oito vagas abertas e uma reservada), estatístico (uma), produtor de marketing (uma); produtor de multimídia (formação em qualquer área; uma vaga), produtor de publicidade e propaganda (uma).

Há ainda postos para produtor para revisão de conteúdos jornalísticos (para jornalistas; uma vaga aberta e uma reservada), produtor de pesquisa e opinião (formação em comunicação social ou ciências sociais ou ciências políticas; um posto), supervisor de programação de rádio (um posto, com registro profissional de coordenador de programação) e supervisor de programação de TV (uma vaga, com registro de coordenador de programação). Continue lendo

Em defesa da profissão: Jornalistas realizam ato histórico no STF e planejam intensificar a luta

Da FENAJ

Ato público em frente ao Supremo.

Ato público em frente ao Supremo. Foto: Nelly Castro

Vestindo camisetas da campanha, carregando faixas e banners e gritando palavras de ordem em defesa da profissão, centenas de profissionais, professores e estudantes de todo Brasil estiveram na Praça dos Três Poderes, em Brasília, para pedir aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que votem a favor da regulamentação profissional, com a manutenção da exigência da formação superior específica para o exercício da profissão de jornalista. Os participantes, pedindo respeito aos jornalistas, ao Jornalismo e à sociedade brasileira, abraçaram a estátua da deusa Têmis, que representa a Justiça, e cantaram o Hino Nacional.

Uma comissão, formada pelo presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), Sérgio Murillo de Andrade, pelo presidente do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ), Edson Luiz Spenthof, pela diretora da Sociedade Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor), professora Zélia Leal, e pelo estudante de jornalismo de Goiás, Vandré Abreu, foi recebida pelo secretário-geral da presidência do STF, Luciano Fuck.

A comissão entregou ao secretário mais de 20 mil assinaturas em defesa da regulamentação, coletadas nos últimos três meses. O texto assinado por cidadãos de todo Brasil expressa apoio à exigência do diploma. Afirma, entre outras coisas, que longe de ameaçar a liberdade de expressão, a obrigatoriedade da formação, reivindicada desde o início do século passado e já conquistada há 40 anos, oferece à sociedade garantias mínimas de qualidade da informação e compromisso ético profissional. Argumenta igualmente que a sociedade, e não apenas a categoria dos jornalistas, perderá muito se for transferido exclusivamente aos donos dos veículos de comunicação o poder de arbitrar quem pode ou não exercer o Jornalismo no Brasil. Também entregaram um DVD mostrando as atividades da campanha no País realizadas em agosto (baixe vídeo aqui), a carta aberta elaborada pelo FNPJ e o segundo livro, organizado pela FENAJ, “Formação Superior em Jornalismo – Uma exigência que interessa toda a sociedade”, além de cópias de apoios nacionais e internacionais à campanha. Continue lendo

Jornalistas e sua formação

Do Estadão
Eugênio Bucci

Na quarta-feira da semana passada houve um ato público na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Está no site do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo: “Mais de duzentas pessoas, entre dirigentes sindicais, profissionais, professores e estudantes de jornalismo de todo o País, participaram hoje (17/9), em Brasília, de um ato público em defesa da formação específica em jornalismo e da regulamentação profissional da categoria.” Segundo a nota, a intenção dos manifestantes foi “sensibilizar os ministros (do Supremo Tribunal Federal) que devem julgar, ainda este ano, o recurso extraordinário (RE/511961), ação que questiona a constitucionalidade da legislação que regulamenta a profissão no Brasil”.

Embora a imprensa fale pouco do tema, é grande a expectativa em torno do julgamento. Trata-se de saber se a exigência do diploma de jornalista para os que trabalham na imprensa impõe ou não uma barreira ao direito de livre expressão, assegurado na Constituição. Por que só diplomados em Jornalismo podem ser empregados em jornais? Quanto a isso, o País espera a decisão do Supremo Tribunal Federal.

Mas o debate não fica só aí. Há outras frentes em que os destinos da profissão de jornalista estão em jogo. Citemos duas. No âmbito do Ministério do Trabalho, um grupo de trabalho pretende redigir um projeto para a regulamentação da atividade. A segunda frente está no Ministério da Educação.

Recentemente, o ministro Fernando Haddad lançou a idéia de constituir uma comissão para discutir as diretrizes da formação dos cursos de Jornalismo, identificando e delimitando com maior clareza os conhecimentos práticos e teóricos que precisam ser dominados pelos que concluem a graduação. A partir daí, o ministro espera abrir uma nova possibilidade para a formação de jornalistas, sem prejuízo dos cursos que já existem: “A comissão fará uma análise das perspectivas de graduados em outras áreas, mediante formação complementar, poderem fazer jus ao diploma” (Folha de S.Paulo, 17/9/2008). Continue lendo

“Não há trabalho melhor”, diz García Márquez

Do Observatório da Imprensa

em 9/9/2008

Em uma rara declaração pública, o escritor colombiano Gabriel García Márquez afirmou que jornalismo é a melhor profissão que existe. “Não há trabalho melhor”, afirmou o Nobel de Literatura. García Márquez, que começou a carreira como jornalista, participou de um seminário, na semana passada, na cidade mexicana de Monterrey, e confessou a estudantes e a jornalistas presentes que muitas vezes escreve para não ter que falar.

O escritor de 81 anos lamentou, entretanto, o pouco tempo que os jornalistas de hoje têm para dedicar a suas matérias. “Quando a pessoa está sob pressão, ela não tem tempo para pensar, e no dia seguinte acaba dizendo para si própria que poderia ter feito um trabalho melhor”, completou, contando que isso o incomoda tanto que já chegou a telefonar a repórteres e editores para discutir a questão.

García Márquez, autor de Cem Anos de Solidão, ficou famoso pelo gênero literário “realismo fantástico”, e ganhou o Nobel de Literatura em 1982. Seu livro mais recente, Memórias de Minhas Putas Tristes, conta o romance de um homem de 90 anos e uma adolescente. A obra foi proibida no Irã. Durante o seminário, o escritor confirmou que terminaria seu próximo livro antes do fim do ano. Perguntado se este seria o último, García Márquez foi rápido: “O último? Nunca”.

Leia também em espanhol no TeleSur.

Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros

Datado de 04 de agosto de 2007, em sua última atualização, o Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros (codigo_de_etica_dos_jornalistas_brasileiros) sugere indicações de valores morais, que dizem respeito não somente ao exercício da profissão, mas ao caráter do homem/mulher que se propõe a dedicar sua vida a essa atividade tão nobre.