Senado abre concurso para jornalistas

Da Redação UOL

Estão abertas as incrições para o concurso com 150 vagas no Senado Federal, de nível médio e superior. O candidato tem de se inscrever no site da Fundação Getulio Vargas, organizadora da seleção, até as 23h59 do dia 10 de outubro (horário oficial de Brasília). O Senado havia divulgado anteriormente que o prazo começaria apenas no dia 20.

As taxas de inscrição são de R$ 50 (nível médio) — e não R$ 60, conforme anunciado antes — e R$ 80 (superior). Veja aqui como pedir isenção do pagamento dessa taxa.

Segundo o presidente da Comissão Especial do Concurso, José Alexandre Lima Gazineo, que é diretor-geral adjunto do Senado, os dados divulgados anteriormente foram alterados para adequar o edital às necessidades do mercado e beneficiar os candidatos na realização das provas.

Cargos

O processo seletivo teve cinco editais publicados: cada um para uma área de atuação. O primeiro é para os cargos de nível superior de analista legislativo e de nível médio de técnico legislativo.

Para analista, na área apoio técnico ao processo legislativo (formação em qualquer área) são 25 vagas (duas reservadas pra portadores de deficiências). No setor de apoio técnico-administrativo, há postos para as áreas de administração (nove e uma vaga, respectivamente); arquitetura (uma); arquivologia (duas e uma); biblioteconomia (uma e uma), contabilidade (duas e uma), engenharia civil (uma), engenharia elétrica (uma), engenharia mecânica (uma), medicina (uma) e tradução e interpretação (uma e uma). O salário é de R$ 9.580,50.

Para técnico, na área de processo legislativo, são dez vagas (uma reservada); O mesmo número vale para o campo de apoio técnico-administrativo. O salário é de R$ 6.722,68.

O segundo edital é para os postos de consultor de orçamentos (qualquer curso superior) e advogado. O primeiro tem duas vagas (uma para portadores de deficiências) e salário de R$ 13.879,95 — a maior remuneração de todo o concurso e superior ao valor anunciado anteriormente pelo Senado. O segundo tem oito postos (um reservado) e salário de R$ 12.677,28.

O terceiro edital é para a técnico legislativo (ensino médio), na área de Polícia Legislativa. São oferecidas duas vagas, com salário de R$ 6.722,68.

Comunicação

O quarto é para a área de comunicação social. Para analista (nível superior), que tem salário de R$ 12.264,48, as áreas são: produção executiva (com registro profissional; um posto), relações públicas (uma vaga de ampla concorrência e uma reservada), editor de tv (formado em jornalismo, com oito vagas abertas e uma reservada), estatístico (uma), produtor de marketing (uma); produtor de multimídia (formação em qualquer área; uma vaga), produtor de publicidade e propaganda (uma).

Há ainda postos para produtor para revisão de conteúdos jornalísticos (para jornalistas; uma vaga aberta e uma reservada), produtor de pesquisa e opinião (formação em comunicação social ou ciências sociais ou ciências políticas; um posto), supervisor de programação de rádio (um posto, com registro profissional de coordenador de programação) e supervisor de programação de TV (uma vaga, com registro de coordenador de programação). Continue lendo

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Em defesa da profissão: Jornalistas realizam ato histórico no STF e planejam intensificar a luta

Da FENAJ

Ato público em frente ao Supremo.

Ato público em frente ao Supremo. Foto: Nelly Castro

Vestindo camisetas da campanha, carregando faixas e banners e gritando palavras de ordem em defesa da profissão, centenas de profissionais, professores e estudantes de todo Brasil estiveram na Praça dos Três Poderes, em Brasília, para pedir aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que votem a favor da regulamentação profissional, com a manutenção da exigência da formação superior específica para o exercício da profissão de jornalista. Os participantes, pedindo respeito aos jornalistas, ao Jornalismo e à sociedade brasileira, abraçaram a estátua da deusa Têmis, que representa a Justiça, e cantaram o Hino Nacional.

Uma comissão, formada pelo presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), Sérgio Murillo de Andrade, pelo presidente do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ), Edson Luiz Spenthof, pela diretora da Sociedade Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor), professora Zélia Leal, e pelo estudante de jornalismo de Goiás, Vandré Abreu, foi recebida pelo secretário-geral da presidência do STF, Luciano Fuck.

A comissão entregou ao secretário mais de 20 mil assinaturas em defesa da regulamentação, coletadas nos últimos três meses. O texto assinado por cidadãos de todo Brasil expressa apoio à exigência do diploma. Afirma, entre outras coisas, que longe de ameaçar a liberdade de expressão, a obrigatoriedade da formação, reivindicada desde o início do século passado e já conquistada há 40 anos, oferece à sociedade garantias mínimas de qualidade da informação e compromisso ético profissional. Argumenta igualmente que a sociedade, e não apenas a categoria dos jornalistas, perderá muito se for transferido exclusivamente aos donos dos veículos de comunicação o poder de arbitrar quem pode ou não exercer o Jornalismo no Brasil. Também entregaram um DVD mostrando as atividades da campanha no País realizadas em agosto (baixe vídeo aqui), a carta aberta elaborada pelo FNPJ e o segundo livro, organizado pela FENAJ, “Formação Superior em Jornalismo – Uma exigência que interessa toda a sociedade”, além de cópias de apoios nacionais e internacionais à campanha. Continue lendo