Cultura da impunidade: o Judiciário é o câncer do Brasil

Por Franco Adailton – o Francolino

Estarreceu-me essa semana (ainda não perdi a capacidade de me surpreender) a notícia da absolvição do promotor Thales Ferri Schoedl, acusado de assassinar a tiros o jovem Diego Modanes, de apenas 20 anos, no litoral de São paulo, por motivo torpe (como eles mesmos dizem), alegando legítima defesa.

Por unanimidade, todos os 23 desembargadores do Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo votaram pela inocência do réu-colega. Confirmando a teoria de Nelson Rodrigues de que “toda unanimidade é burra”. Mas de boba essa Corte (quadrilha!) não tem nada. Se são eles que brincam com as leis do país!

Aqui, o mau exemplo vem de cima! A começar pelos políticos, passando pela justiça, executada pela polícia. O promotor Thales Ferri não é o primeiro, tampouco será o último magistrado a cometer atrocidades. Ou já  esqueceram do juiz Pedro Percy Barbosa que, traiçoeiramente, atirou na nuca de um vigilante, no exercício do trabalho, em Sobral, no Ceará?

Toda a ação foi filmada pelo circuito interno de imagens do supermercado. O expediente já havia encerrado quando, insistentemente, por se achar “superior” aos outros brasileiros, simples “mortais”, e como tal desobrigado de cumprir com os deveres, assim como todos os cidadãos o fazem, o juiz queria porque queria entrar.

O vigia, José Renato, despertou a ira do juiz ao não permitir sua entrada, afinal era seu primeiro dia de serviço e ele não podia fazer feio. Se a regra é para um, é para todos! Acho que o assassino não suportou a aula de Constituição que o vigia acabara de lhe dar, de que todos são iguais perante a lei (pelo menos deveria ser, na prática). Sacou a arma e…um tiro na nuca. Covarde!

Como punição, o Tribunal de Justiça do Ceará lhe concedeu uma aposentadoria compulsória de R$ 16.119 mensais. Mais 15 anos de prisão, por homicídio doloso, além de pagar R$ 2.500 de pensão ao filho de Rodrigues até que se forme. Um condenado de alto luxo, com direito a todas as regalias dos deuses do judiciário.

A Justiça não tem vergonha na cara. Muito pelo contrário, quem se envorgonham da descaração que reina nas instituições são os cidadãos de bem, como a mãe de Diego (leia no Estadão). Dessa vez, absolveu um promotor. De outras vezes foram autores de chacinas (Candelária, Eldorado dos Carajás) e massacres, grupos de extermínio/milícias que sempre ficam impunes.

Sem referências positivas vindas das instituições do Estado, as pessoas passam a desacreditá-las. Ficam no fogo cruzado entre os poderes paralelos, sem saber pra onde correr. Pensando: “então…se nada funciona,  salve-se quem puder”. Aí será a Justiça do “olho por olho, dente por dente”.

O mais repugnante é o corporativismo da classe magistrada que, irresponsavelmente, estimula o estado de barbárie que o Brasil vivencia. Para alguns, a Justiça enxerga muito bem…

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Uma resposta

  1. Prezados,
    Por entender que vivemos um “CAOS JURÍDICO”, onde Decisões estão calcadas em presunçosos “ACHISMOS”, de tal forma, ser inquestionável a premissa base de um “PURO FAZER DE CONTAS”, apresento a Ratificacao de to Ao CNJ, – http://www.scribd.com/doc/8518939/Ratificacao-de-to-Ao-CNJ
    . onde estamos formalizando junto ao Excelentíssimo Ministro-Corregedor do Conselho nacional de Justiça, as prementes, necessárias, quiça visceral, respostas às provocações feitas às Autoridades, ainda não respondidas, bem como, assinalando a importância, de que, alguns questionamentos intrínsecos às Sugestões formalizadas, tem o condão de´, possivelmente, exigir a ANULAÇÃO de Decisões tomadas sem fundamentação calcada nos reais fatos objetivos e concretos.

    Apresento a Peticao CASO Thales Ferri Schoedl MPF SP, http://www.scribd.com/doc/8517190/Peticao-CASO-Thales-Ferri-Schoedl-MPF-SP , onde estamos tentando provocar o Poder Constituído, que Responsabilize os Agressores Sobreviventes, uma vez que, Legítima Defesa, implica a REAÇÃO, de intensidade compatível, a AÇÃO original. Portanto, o grupo de rapazes, são os Responsáveis Primeiros pelo desfecho da situação, bem como, em princípio, cometeram algum crime. Tal, tem a preocupação de evidenciar, que O promotor e sua Namorada são as REAIS VÍTIMAS do episódio.
    Abraços,
    Plinio Marcos

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